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Hantavírus: prevenção começa no controlo eficaz de roedores

Notícia

O que aconteceu no cruzeiro Hondius?

Segundo a OMS, foi comunicado em 2 de maio de 2026 um grupo de casos de doença respiratória grave a bordo do cruzeiro Hondius, com 147 passageiros e tripulantes. Até 4 de maio, havia 7 casos: 2 confirmados laboratorialmente, 5 suspeitos, 3 mortes, 1 doente crítico e 3 com sintomas ligeiros.

A hipótese investigada é de que se trata de um hantavírus, possivelmente uma estirpe associada à América do Sul; algumas notícias referem a possibilidade de vírus Andes, que é importante porque, ao contrário da maioria dos hantavírus, pode raramente transmitir-se entre pessoas em contacto próximo.

Roedores

O que é o hantavírus?

Não é um só vírus; é uma família de vírus transportados por roedores e podem causar doenças graves tais como a Síndrome pulmonar e Febre hemorrágica, mais associada a alguns hantavírus da Europa e Ásia.

A forma clássica de transmissão é inalar poeiras contaminadas com urina, fezes ou saliva de roedores infetados. Isto acontece quando se varrem, aspiram ou mexem locais com dejetos secos de ratos, ninhos ou poeiras contaminadas. Também pode ocorrer por contacto de material contaminado com mucosas, feridas, ou, raramente, por mordedura. Na maioria dos hantavírus, não há transmissão pessoa-a-pessoa; a exceção relevante é o vírus Andes, em que já foi observada transmissão limitada entre contactos próximos.

O risco para a população geral é normalmente baixo, mas o risco aumenta quando há locais fechados há muito tempo, mal ventilados e com presença ativa de roedores (existência de urina e fezes).

Eliminar fontes de alimento e água, vedar orifícios ou fendas que permitem a passagem destes animais e ter um contrato ativo com uma empresa especialista em desinfestação para monitorização e, quando necessário, o controlo da praga existente.

Comentário da nossa bióloga Joana Mateus

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